
Evelyn tem 21 anos e gosta de ser chamada de Evy. É carioca e adora o rio, embora more a anos e anos em um ovinho de codorna chamado Espírito Santo. Sendo assim já se considera capixaba.
Universitária, sonhava com psicologia. Faz arquitetura, e até gosta. Adora ler e ouvir histórias. Adora sentir o vento batendo no rosto. Adora abraçar, e ser abraçada. Adora 'programas de índio' com pessoas especiais. Adora rir até não conseguir parar.
É pensativa demais, e isso até atrapalha. Calcula cada passo e tropeça mesmo assim. Tímida, paciente e tranqüila; mas não tem sangue de barata. Chora a toa e odeia incomodar os outros.
Tem medo de cobras e bandidos. Tem medo de fazer algo errado, e assim sempre acaba fazendo. Tem medo de perder as pessoas, e as perde. Tem medo do medo.
♫
The Libertines; Los Hermanos; Strokes; We Are Scientists; Depeche Mode; Babyshambles; Artic Monkeys; The Editors; Interpol; The Vines; The Verve; Yeah Yeah Yeahs; Bread; Feeder; Kaiser Chiefs; Franz Ferdinand; Belle and Sebastian; Damien Rice; Hot Hot Heat; The Jesus and Mary Chain; The Format; Saves the Day; The Killers; Weezer; Snow Patrol; The Elliot Project.Passado |
Saída de Emergência |
Objetivos |
- comprar uma flauta verde-limão
- aprender a dirigir
- comprar um patins
- voltar à capoeira
- ler "Dom Quixote" (Cervantes)
- ler "Os Sofrimentos do Jovem Werther" (Goethe)
- ler "A Paixão Segundo G.H" (C.Lispector)
- assistir "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain"
- assistir "O Terminal"
- ir ao Rio de Janeiro
- aula de inglês
- começar a malhar
- curso de autocad
- comprar um violão novo
Playlist |
Credits to |
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:: Quinta-feira, Junho 03, 2010 |
“Porque você não pode voltar atrás no que vê. Você pode se recusar a ver, o tempo que quiser: até o fim de sua maldita vida, você pode recusar, sem necessidade de rever seus mitos ou movimentar-se de seu lugarzinho confortável. Mas a partir do momento em que você vê, mesmo involuntariamente, você está perdido: as coisas não voltarão a ser mais as mesmas e você próprio já não será o mesmo.”
— O ovo apunhalado - Caio Fernando Abreu
regado pela Evy às 4:20 PM
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regado pela Evy às 4:11 PM
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:: Sexta-feira, Abril 02, 2010 |
No começo eu pensava: "Preciso ir com muita calma pra não dar errado." Talvez essa delicadeza tivesse feito tudo ser surreal, na época. E agora o que eu mais preciso é dessa calma.
regado pela Evy às 8:43 AM
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:: Sábado, Janeiro 16, 2010 |
"Não há quem não feche os olhos ao comer, não há quem não feche os olhos ao cantar a música favorita, não há quem não feche os olhos ao beijar, não há quem não feche os olhos ao abraçar. Fechamos os olhos para garantir a memória da memória. É ali que a vida entra e perdura, naquela escuridão mínima, no avesso das pálpebras. Concentramo-nos para segurar a dispersão, para segurar a barca ao calor do remo. O rosto é uma estrutura perfeita do silêncio. Os cílios se mexem como pedais da memória. Experimenta-se uma vez mais aquilo que não era possível. Viver é boiar, recordar é nadar. Escrevo na água, no vento da água. O passado sem os olhos fechados é como uma roupa enrugada. Sem corpo. Sem as folhas dos plátanos."
Fabrício Carpinejar
regado pela Evy às 11:08 PM
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:: Domingo, Novembro 15, 2009 |
"EU — É possível um rio secar completamente?
ELA — Claro que é.
EU — Mas será que ele não enche depois? Nunca mais?
ELA — Alguns sim, outros não.
EU — Mas nunca mais?
ELA — Sei lá, acho que não.
EU — Você tem certeza?
ELA — Certeza eu não tenho. Só estou dizendo que acho. Afinal não sou nenhuma especialista em matéria de rios, secos ou não.
EU — Sabe?
ELA — O quê?
EU — Eu tinha esperança que o rio voltasse a encher um dia."
Caio F.
regado pela Evy às 11:34 PM
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:: Sábado, Setembro 12, 2009 |
Paz pra mim é deitar na varanda daquele hotel em Porto de Galinhas. Só de pensar eu sinto cheiros e gostos, o vento gostoso do fim da tarde, e ouço o barulho de alguém na piscina. Nenhum compromisso. Se der, mais tarde vamos pra Maracaípe ver o sol se pôr.

regado pela Evy às 9:58 AM
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:: Sábado, Setembro 05, 2009 |
Acordei com uma sensação gostosa, um sorriso no canto da boca e um cheiro/gosto/som de uns dias há dois anos atrás onde eu não sabia o que estava pra acontecer. Agora fica o medo do que vem.
regado pela Evy às 9:01 AM
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:: Quarta-feira, Agosto 12, 2009 |
- Quer um pedaço de sanduíche, Maca?
- O quê?
- Quer um pedaço de sanduíche?
- Muito agradecida, Glória, mas eu tenho um enjôo para comer porque quando eu era criança me deram um gato frito.
- Credo! E você comeu?
- Comi, eu não sabia! Parecia que eu tinha cometido um crime, parecia que eu tinha comido um anjo frito com asa e tudo!
- Credo!
- Ai, Glória, por favor, você me dá uma aspirina?
- Mas por que você me pede tanta aspirina, Maca? Não é pelo dinheiro não, mas pode fazer mal!
- Para eu não me doer!
- Hã??
- Para eu não me doer. É dentro"
regado pela Evy às 8:21 PM
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:: Quarta-feira, Junho 24, 2009 |
E esse é o rumo natural das coisas, mas no fim a gente nunca sabe exatamente onde é que elas vão dar
regado pela Evy às 11:09 PM
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:: Sexta-feira, Junho 05, 2009 |
Este ano eu não pensei "nossa, já se passou um ano".
Pensei "Nossa.. já se passaram 7 anos."
Se passaram 7 anos desde que eu troquei de escola, entrei numa sala com desconhecidos. Abri meu caderno da formiguinha.
- Olha, você faz aniversário em 6 de junho?
- Faço sim
- Que legal, eu também!
- Vai fazer quantos anos?
- 13, e você?
- Também.. nem acredito que já vou fazer 13, acho que tô ficando velha!
Quanta coisa aconteceu de lá pra cá, hein? agora são 20 anos, essa pessoa não é uma das mais presentes no meu cotidiano, mas é uma das únicas que eu vou poder contar pro resto da vida, a única que eu vou ter tantas histórias pra contar, e tantos planos que fizemos desde crianças e ainda nos faltam pra realizar. A única que eu SEI que vai estar comigo, e que eu VOU estar com ela quando ela precisar de um ombro. E a gente nunca precisou ficar afirmando isso. Se ficarmos anos sem nos falar, e nos encontrarmos depois de tanto tempo, sei que nada vai ter mudado, ou pelo menos o mais essencial.
Quantas pessoas que eram tão importantes pra mim nessa época, que hoje eu nem lembro o nome? Quantas foram surgindo e tendo seu tempo de superimportância, até desaparecerem? Algumas, de fato, surgiram depois e talvez fiquem... outras desapareceram e podem voltar.
O que eu mais gosto nisso tudo, é perceber as nossas mudanças, o nosso crescimento. Como mudaram nossos planos, nossos hábitos. Gosto de lembrar como era.
regado pela Evy às 10:55 PM
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e isso faz de mim outra pessoa.
(não tem a ver com o post anterior)
(nem com o próximo)
regado pela Evy às 9:55 PM
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:: Sábado, Maio 16, 2009 |
E um anjo havia escrito um código. "Não vos conformeis com o mundo". Lembrei do Caio, já que não existe nada mais destrutivo que insistir sem fé nenhuma.
Certas vezes - pensei - é melhor conformar-se.
regado pela Evy às 10:44 AM
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:: Terça-feira, Maio 05, 2009 |
3:50 am
“Preciso dormir.” – pensou. Já era tarde. Há horas revirava de um lado para outro na tentativa de, em uma dessas viradas, adormecer. Em sua cabeça, flashes rápidos com expressões repetidas “Não quero mais”, “Cansei”, “Não vale a pena”.
Aquele mantra se repetiu sem sua mente por horas, até que foi ao banheiro escuro e lá discou seu número devagar. Chamou algumas vezes. “Não vai atender” – pensou... já era madrugada quando ouviu:
- Alô.
Após isso, escutou do outro lado o silêncio que esperava algo a ser dito àquelas horas. Quis gritar, quis falar mansinho, te chamar de amor. Quis contar o que fez em cada minuto daquela semana que se arrastou. Sentiu vontade de perguntar se estava bem, o que havia feito, se ainda estava com gripe.. de dizer que não era justo ir dormir sem contar o que havia feito de bom durante o dia. Não sabe por quanto tempo ouviu àquele silêncio que lhe esperava dizer algo, talvez tenham sido milésimos de segundo.
Desligou. O coração disparado, a respiração quase ofegante, correu até se esconder por completo embaixo das cobertas como uma criança com medo. Se encolheu e abraçou as próprias pernas até adormecer de cansaço. “Dormir não dói.”
regado pela Evy às 8:48 PM
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:: Segunda-feira, Abril 13, 2009 |
Já havia lido isso, e esses dias meu pai me mandou este poeminha do Quintana por e-mail.
"Quando se vê, já são seis horas...
Quando se vê, já é sexta-feira.
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já se passaram 50 anos."
regado pela Evy às 6:15 PM
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:: Terça-feira, Março 17, 2009 |
Não existe meio de verificar qual é a boa decisão, pois não existe termo de comparação. Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação. Como se um ator entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que pode valer a vida, se o primeiro ensaio da vida já é a própria vida?
-- Milan Kundera - A Insustentável Leveza do Ser --
regado pela Evy às 8:13 PM
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